quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fotógrafo registra relacionamento entre Arara-vermelha-grande e Arara-canindé

29/06/11

Um flagrante registrado recentemente em Bonito, Mato Grosso do Sul, revela a possibilidade de um surgimento de uma nova espécie de arara na natureza, um hibrido de Arara-vermelha-grande (Ara chloropterus) com Arara-canindé (Ara ararauna). Até então não se tinha registros na natureza de relacionamento entre estas espécies diferentes, somente em cativeiros. Um trabalho recente foi divulgado no Congresso Internacional de Ornitologia mostrando o hibrido resultante do acasalmento destas espécies diferentes de araras nascido em cativeiros. No wikiaves, um observador de aves publicou a foto de um hibrido feita no mesmo estado, porém ainda há poucos estudos da presença deste hibrido na natureza. ( http://wikiaves.com.br/160566&p=1&t=b ).


Retirado de: http://biologias.com/noticias/994/Fotografo-registra-relacionamento-entre-Arara-vermelha-grande-e-Arara-caninde


Comentário: É uma maravilha ler uma notícia dessas, e ver que mesmo com todos estas coisas ruins acontecendo, a natureza continua se inovando e por vezes criando laços entre espécies por vezes inesperados, como este caso. Somos realmente muito pequenos perante a grandiosidade da natureza.

Aquecimento global ameaça o ornitorrinco na Austrália

24 de junho de 2011 08h40 atualizado às 09h26


O aquecimento climático poderá diminuir em um terço as zonas habitadas pelo ornitorrinco na Austrália, que poderá desaparecer, alertaram nesta sexta-feira os investigadores.

Este mamífero semiaquático e de hábitos noturnos, que coloca ovos, tem rabo de castor, focinho em forma de bico de pato, é sé um animal estranho originário da Austrália.

Graças a sua espessa pele, consegue viver nas frias profundezas dos rios, mas atualmente sua pelagem pode ser fatal para ele devido ao aquecimento global, adverte um estudo da Universidade de Monash.

Os pesquisadores utilizaram dados sobre o clima e o habitat do ornitorrinco durante cem anos para estabelecer a diminuição do número desses animais, relacionada com as secas ou as ondas de calor.

A equipe de pesquisadores extrapolou estes resultados segundo várias alternativas climáticas, estabelecidas pela agência científica governamental (CSIRO), para determinar o impacto das mudanças climáticas sobre a população de ornitorrincos.

"Nosso resultado mais pessimista assinala a redução de um terço dos habitats deste animal", declarou à AFP a pesquisadora Jenny Davis, cujos trabalhos foram publicados na revista Global Change Biology.

A pior hipótese dos cientistas assinala um desaparecimento do ornitorrinco na grande ilha da Austrália. Neste caso, esta espécie só continuará vivendo nas ilhas da Tasmânia, Kangaroo e King.

Retirado de: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5203778-EI238,00-Aquecimento+global+ameaca+o+ornitorrinco+na+Australia.html

Comentário: Mais um exemplo de ser sendo ameaçado pelas ações da natureza, estas causadas pelos maus hábitos de uma única espécie. Não é difícil entender a responsabilidade que carregamos nas costas, como seres que no s autodenominamos "civilizados e superiores" deveríamos ter noção do perigo e proteger os ditos "inferiores". De certo modo, acabo concordando que a dádiva do raciocínio é para poucos.

Ban Ki-moon diz que desmatamento da Amazônia é uma questão mundial

18/06/11

Brasília – Ao encerrar hoje (17) visita ao Brasil, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que coibir o desmatamento da Amazônia é uma questão mundial e não somente do Brasil.

O secretário disse ainda que as ações adotadas pelo Brasil para deter a destruição da floresta influenciam toda a estratégia mundial para preservação florestal. “O que o Brasil faz é uma grande diferença para a campanha global contra o desmatamento. Não é um assunto somente do Brasil. É uma questão mundial”, disse à imprensa. O secretário reuniu-se hoje com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Durante a entrevista, Ban Ki-moon afirmou que irá se dedicar para o sucesso da Rio+20, conferência internacional que discutirá o desenvolvimento sustentável e preservação ambiental, sediada no Rio de Janeiro, no próximo ano. O secretário espera que os líderes mundiais tratem o tema com “seriedade”, alertando que “podemos não ter muito mais tempo”.

Depois do giro pela América do Sul, o sul-coreano destacou o esforço de integração entre os países da região. Além do Brasil, o secretário visitou a Colômbia, Argentina e o Uruguai.



Comentário: As palavras de Ban Ki -moon deveriam ser entendidas por todas as pessoas, pois o perigo ambiental afeta todo o planeta, é uma reação em cadeia: uma parte cai, e cedo ou tarde, a outra cairá também. Vivemos em conjunto neste planeta, portanto é obrigação de todos os países preservarem o mundo inteiro. Só não se pode usar isso como desculpa para invadir outro país e extrair seus recursos, no melhor estilo À la Bush.

Estudo confirma que teste genético ajuda tratamento de câncer

09 de junho de 2011 16h06 atualizado às 17h37

O Grupo Espanhol de Pesquisa em Câncer de Mama (Geicam) confirmou em um estudo que um teste genético denominado Oncotype Dx ajuda a reorientar o tratamento do câncer de mama em um terço das pacientes e que representa um primeiro passo para a oncologia personalizada.

O Geicam é formado por 660 especialistas que trabalham em 176 hospitais. Para validar esse teste, que foi realizado em sete centros, entre eles o Hospital del Mar, em Barcelona, foram estudados 107 pacientes, informa o centro hospitalar em comunicado.

O resultado constata, segundo o chefe de serviço de Oncologia do hospital, Joan Albanell, que o teste orienta o especialista na decisão de acrescentar ou não quimioterapia ao tratamento com terapia hormonal em pacientes com câncer de mama em estádio precoce.

Segundo Albanell, também prediz a magnitude do benefício da quimioterapia e avalia o risco real de recaída da paciente. Para este especialista, o teste é muito útil porque evita a quimioterapia em mulheres nas quais o benefício previsto é mínimo ou inexistente, tanto pela toxicidade quanto pelo próprio custo do tratamento.

O impacto do Oncotype Dx já foi avaliado nos Estados Unidos, mas, para estender os resultados a outras populações, era necessário fazer estudos em outros países, segundo as mesmas fontes. A Espanha foi o primeiro país europeu a validar o impacto clínico desse teste e, a partir de agora, serão iniciados estudos em outros países do continente. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Annals of Oncology.

Retirado de: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5178032-EI8147,00-Estudo+confirma+que+teste+genetico+ajuda+tratamento+de+cancer.html

Comentário: Muito útil esta pesquisa, ainda mais agora com estes acontecimentos com radiação, para quea população fique mais segura e possa evitar mais sofrimentos, pois já ouvi falar que a quimioterapiaé bem incomoda, portanto, achar meios saudáveis e eficazes de evitá-la é uma grande ajuda.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Produto 'biodegradável' é vilão se descartado de forma errada, diz artigo

Decomposição de copos descartáveis e outros utensílios libera metano.
Descarte em aterros sem tratamento contribui para emissão de poluentes.

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

A justificativa é que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios com esta denominação libera gás metano, causador do efeito estufa. A preocupação dos pesquisadores é que se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

“O metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera”, afirmou Morton Barlaz, co-autor da pesquisa e professor da universidade. “Em outras palavras, os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados”, complementou.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental norte-americana, 35% dos resíduos sólidos urbanos do país vão para locais que capturam o metano e o transformam em energia.Outros 34% vão para aterros que queimam o gás (usinas de biogás). Entretanto, 31% do lixo urbano dos Estados Unidos vai para ambientes sem tratamento e que permitem liberar o gás de efeito estufa na atmosfera.

O alerta sobre o assunto foi dado também porque os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com a pesquisa, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa'.

“Se queremos maximizar os benefícios ambientais dos produtos biodegradáveis em aterro, nós precisamos ampliar a coleta do metano e modificar o design desses produtos para que eles se decomponham mais lentamente”, disse.

Retirado de: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/05/produto-biodegradavel-e-vilao-se-descartado-de-forma-errada-diz-artigo.html

Comentário: Às vezes fazemos uma coisa com boas intenções e acabamos causando mais estrago.Este caso pode ser resolvido de forma com que todos só têm como sair ganhando:gerando mais energia e despoluindo o mundo.

Estudiosos fazem plano de reintrodução da águia de Bonelli na Espanha

(23/05/11) Três indivíduos de águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus), espécie extinta há 40 anos em Mallorca, Espanha, foram levadas no último dia 17, para serem reintroduzidas na natureza como parte de um plano de recuperação da espécie.

A chegada das aves, dois machos e uma fêmea de 40 dias de idade, foram trazidas de Andaluzia. O plano de recuperação da espécie foi encabeçado pela Secretaria de Meio Ambiente, de acordo com comunicado do governo.

Segundo a agência EFE, depois do período de adaptação, os três pássaros serão libertos definitivamente na zona rural de Serra de Tramuntana, portando transmissores a fim de ter seus movimentos e comportamentos monitorados.

A Águia de Bonelli desapareceu de Mallorca há cerca de 40 anos por causa da caça na região, na segunda metade do século passado. A captura era premiada pelas administrações, que pagavam pela entrega de cabeças e garras desses animais.

Em 1966, as aves de rapina foram protegidas, porém a águia de bonelli já estava extinta nas Ilhas de Baleares. Agora, a Secretaria de Meio Ambiente promoveu a iniciativa para devolver a espécie à região e para tal contam com o apoio da população, proprietários de terras e camponeses.

Os técnicos da Direção Geral de Biodiversidade já se reuniu com os proprietários e camponeses da Serra de Tramuntana para explicar e dar informações sobre o plano de reintrodução e pedir sua colaboração.

Além disso, o plano conta com a colaboração da Fundação Natura Parc e da Associação GREFA, cuja sede localiza-se em Madrid, que promove a reprodução em cativeiro para serem reintroduzidas.

Este ano, está previsto serem libertas mais águias de bonelli criadas em cativeiro ou com dificuldades de sobrevivência em ninhos da Península, assim como de outros recuperados em centros de reabilitação da fauna silvestre de comunidades autônomas como Andaluzia, Extremadura, Valência e Catalunha.

Retirado de: http://biologias.com/noticias/953/Estudiosos-fazem-plano-de-reintroducao-da-aguia-de-Bonelli-na-Espanha

Comentário: Restabelecer a ordem natural na natureza através da reimplementação de certas espécies é essencial para que o equilíbrio ecológico seja preservado ou restaurado. As pessoas precisam entender que ao destruir uma espécie afeta todas as outras, cedo ou tarde, tudo e todos possuem seus papéis na natureza.

Cientistas descobrem elo genético entre sementes


(21/05/11) Factores que controlam a procriação também decidem quando inicia a floração

O elo genético que ajuda uma semente a decidir qual o momento perfeito para procriar foi revelado por biólogos pela primeira vez. Os cientistas da Universidade de Nottingham descobriram também que o mesmo mecanismo que controla a procriação é responsável por uma outra decisão importante no ciclo de vida das plantas, a altura em que começam a florescer.

A descoberta, publicada no jornal Proceedings of National Academy of Sciences Online Early Edition, proporciona mais conhecimento sobre os mecanismos genéticos que as plantas usam para detectar e responder a estímulos do meio ambiente vital e pode ser um passo significativo para o desenvolvimento de novas espécies, resistentes às mudanças climáticas, ajudando a garantir o abastecimento futuro.
No solo, as sementes decidem ou não procriar dependendo de um conjunto de sinais ambientais, incluindo temperatura, humidade, luz e nutrientes. Para garantir que a decisão de uma semente procriar é feita no momento perfeito a nível de sobrevivência, a evolução interligou geneticamente as sementes de forma muito complexa para evitar erros potencialmente mortais.

A equipa de investigadores compilou dados publicamente disponíveis sobre expressão genética e utilizou uma análise estatística sistemática para desvendar a complexa teia de interligações genéticas numa planta modelo chamada Arabidopsis thaliana. Esta planta é vulgarmente utilizada para estudar biologia das plantas pois as mudanças que sofre são facilmente observáveis e foi a primeira espécie a ter o genoma sequenciado.

A rede de genes resultante (ou SeedNet como foi apelidada) destacou o pouco que os cientistas sabem sobre a regulação da procriação de sementes, enquanto capacidade de prever novos reguladores desse processo com uma notável exactidão.

Segundo George Bassel, que conduziu a investigação, “a rede de sementes demonstrou que os factores genéticos que controlam a procriação das sementes foram os mesmos que controlam a outra decisão irreversível no ciclo de vida das plantas: a decisão de iniciar a floração. A indução da floração, como a procriação, responde aos estímulos do meio ambiente”.

Outra descoberta importante a partir da SeedNet revelou que os mesmos genes que as folhas e raízes usam para responder ao stress são utilizados por sementes para parar a procriação. Dado que as sementes foram evoluindo muito depois de as plantas desenvolverem a capacidade de resistir ao stress ambiental, isto indica que as plantas adaptaram genes que já existiam para desempenharem um papel diferente.

O trabalho poderá levar à identificação de factores importantes que controlam o stress nas sementes e na própria planta, contribuindo para o desenvolvimento de novas culturas que produzam maiores rendimentos sob condições ambientais extremas, como secas ou inundações.

Retirado de: http://biologias.com/noticias/951/Cientistas-descobrem-elo-genetico-entre-sementes

Comentário: Descobrir como as plantas decidem o momento em que devem se desenvolver, e como elas fazem isso é muito importante hoje em dia, ainda mais com estas mudanças climáticas que estão acontecendo hoje. Isto fará com que tenhamos plantas mais resistentes e que possamos manipular seu crescimento para momentos de maior necessidade.