sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vai de bike? Use uma máscara

30/09/11


Olha o pessoal aí da foto, todo feliz indo trabalhar de bicicleta. Tudo fica mais ecológico, mais limpo… Tudo, menos os seus pulmões, por conta do carbono negro que polui o ar.

Isso é o que diz um estudo feito na cidade de Londres que observou que, mesmo os ciclistas ficando menos tempo na rua do que quem vai a pé, respira mais carbono negro – aquele carbono puro feito na combustão incompleta de combustíveis fosseis. Para ser mais exato, quem vai de bicicleta inala até 2,3 vezes mais carbono negro do que quem vai andando.

Mas se os ciclistas vão mais rápido, o que os faz inalar mais carbono? A própria velocidade, pois para correr mais o corpo precisa de mais ar e, com isso, vem mais carbono negro pelas bicicletas que andam na rua, mais próximas dos escapamentos do que os pedestres na calçada.

Então fica a dica: se for andar de bicicleta por entre os carros, tente usar uma máscara para sofrer menos com a poluição.

Fonte: http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/09/vai-de-bike-use-uma-mascara/

Comentário: Essa vai para as pessoas que acham que por estarem fazendo um exercício físico não acabam cometendo um erro grave. Inalar carbono faz com qu nossos plmões fiquem cada vez mais debilitados, e isso é muito importante, pois sem eles, nós simplesmente morremos.

Raiz do problema da biodiversidade

19/09/11

Agência FAPESP – Florestas primárias são insubstituíveis para a manutenção da biodiversidade tropical, afirma um estudo divulgado no dia 14 no site da Nature e que será publicado em breve na edição impressa da revista.

O trabalho – uma matanálise de 138 estudos anteriores – destaca que a maior parte das formas de degradação florestal tem um efeito prejudicial enorme na biodiversidade tropical. Segundo o novo estudo, as florestas secundárias não são capazes de ocupar a lacuna deixada pelas antigas, que são fundamentais para a permanência de muitas espécies.

Florestas tropicais com pouca ou nenhuma intervenção humana estão diminuindo devido à conversão e degradação de atividades antrópicas e, em muitas regiões, têm sido substituídas por plantações, pastos ou florestas secundárias.

Luke Gibson, da Universidade Nacional de Cingapura, e colegas analisaram os diversos efeitos do uso da terra e da degradação local na biodiversidade de florestas tropicais. Um dos autores do estudo é Thomas Lovejoy, do John Heinz III Center for Science, Economics and Environment, nos Estados Unidos, e pesquisador associado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Os autores verificaram que a dimensão da perda de biodiversidade depende de fatores como região geográfica, grupos taxonômicos analisados, tipo de intervenção humana no local e da medida utilizada para calcular a própria perda.

“Alguns cientistas têm afirmado que as florestas tropicais degradadas são capazes de manter níveis elevados de biodiversidade, mas nosso estudo demonstra que isso raramente ocorre”, disse Gibson.

“Não há substituto para as florestas primárias. Todas as principais formas de intervenção [humana] invariavelmente reduzem a biodiversidade em florestas tropicais”, disse o pesquisador. Segundo ele, a proteção das florestas primárias deve ser uma das prioridades da conservação mundial.
Fonte: http://biologias.com/noticias/1064/Raiz-do-problema-da-biodiversidade

Comentário: Saber qual é a verdadeira razão dos problemas ambientas faz uma enorme diferença na maneira em como efetuaremos uma preservação eficiente de nossas florestas ao redor do mundo, tentando conservar as florestas primárias, que segundo este estudo, são a matriz de um bioma equilibrado.

facebook twitter orkut e-mail Grupo leva pontes para macacos à área urbana de Porto Alegre

17/09/11

Muitos macacos bugios vivem em áreas urbanas e estão mais expostos a riscos se precisam descer ao solo. Foto: Adriano Becker/Divulgação

Muitos macacos bugios vivem em áreas urbanas e estão mais expostos a riscos se precisam descer ao solo
Foto: Adriano Becker/Divulgação


Voluntários em Porto Alegre (RS) irão instalar no domingo pontes para a travessia de animais silvestres na zona sul da cidade. Integrantes do Programa Macacos Urbanos - um grupo formado por biólogos, veterinários e outros defensores da natureza - irão pendurar sobre ruas do bairro Lami duas pontes que foram criadas para ajudar na movimentação de macacos bugios.

As duas novas estruturas vão se somar a outras sete que já estão em uso. Antes da iniciativa, os bugios eram atropelados, eletrocutados nos fios da rede elétrica ou atacados por animais domésticos. Apesar de pensadas para os macacos, as pontes também têm ajudado outros animais, como gambás e ouriços, de acordo com Renata Pfau, bióloga voluntário do programa.

Segundo ela, há registros fotográficos - feitos por câmeras escondidas - e também relatos de moradores sobre a utilização das pontes pelos animais. O grupo começou a instalação das estruturas em 1995 e depende, principalmente, da venda de camisetas para conseguir recursos financeiros. O programa é vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a ação de domingo é aberta à participação da comunidade, começando às 14h na Estrada Passo da Taquara.

Vitória no Ministério Público
Além de criar alternativas para a travessia de animais em zonas urbanas, o grupo de voluntários conseguiu obrigar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) a encapar os fios elétricos que ameaçavam a vida dos bugios. Após abrir uma denúncia no Ministério Público por maus tratos aos animais com o argumento de que a companhia possuía a tecnologia necessária para evitar o eletrocutamento de animais, mas não a utilizava, a CEEE ficou obrigada a isolar os fios em todas as áreas onde há registro de morte, queimaduras ou perda de membros nos animais devido a choques elétricos.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5353284-EI8145,00-Grupo+leva+pontes+para+macacos+a+area+urbana+de+Porto+Alegre.html

Comentário: A preocupação com os seres vivos é muito importante, pois aquela área também é deles, portanto eles têm o direito de ir e vir tanto quanto nós temos.

Flavonoides regridem tumores

05/09/11

Além de componentes naturais, pesquisadores usaram composto sintético

Estudo experimental desenvolvido no Instituto de Biologia (IB) com os flavonoides quercetina, narigina e morina, além do acetoxi DMU, mostrou-se promissor na regressão do câncer e no aumento da sobrevida em ratos. Embora os resultados sejam ainda preliminares, o tratamento terapêutico com todos os quatro compostos foi capaz de inibir em até 50% o crescimento tumoral do carcinossarcoma de Walker 256 (específico de ratos) e houve uma sobrevida de uma média de 60% dos animais na vigência de tratamento, em relação aos ratos que não receberam tratamento nenhum. Na prática, cada grupo de compostos avaliado somava dez ratos. Destes, em uma média de quatro, o tumor regrediu completamente com o tratamento proposto, sendo que, nos outros seis, o tamanho do tumor diminuiu 50%.

Outros avanços comemorados pela bióloga Camila de Andrade Camargo, autora da pesquisa de doutorado, e pelo seu orientador, o docente do IB Hiroshi Aoyama, foram a diminuição da caquexia provocada pelo câncer em estágios avançados, além de resultados enzimáticos substantivos. “O tumor requer vasos sanguíneos para crescer e, no estudo, foi dosada a proteína VEGF (fator de crescimento vascular endotelial), relacionada ao crescimento desses vasos sanguíneos ao redor do tumor. Os ratos tratados com os flavonoides, compostos bioativos encontrados nos vegetais, e com o acetoxi DMU, composto sintético análogo ao resveratrol (no estudo sintetizado pelo professor Carlos Roque, do Instituto de Química), inibiram a ação dessa proteína. “Também testamos proteinases ligadas à invasão tumoral e à metástase. Nos ratos tratados, estas proteinases apresentaram menor atividade”, informa a pesquisadora.

O resveratrol (antioxidante que em geral previne o envelhecimento e as doenças cardíacas) tornou-se mais conhecido por meio do difundido ‘paradoxo francês’, uma expressão adotada pelos anglo-saxões e nutricionistas para se referir ao notório paradoxo entre a alimentação dos franceses e a sua saúde que, dentre os seus hábitos mais comuns, está a ingestão de um cálice de vinho por dia. “Alguns estudos relacionados ao consumo de vinho deixaram claro que as pessoas que o consomem moderadamente podem ter menos doenças cardíacas que as pessoas que não o ingerem”, assegura Camila de Andrade.

Alguns estudos, menciona Hiroshi Aoyama, apontam que o consumo de alimentos ricos nesses compostos está associado a uma redução no risco de desenvolvimento de certas doenças, provavelmente por sua ação antioxidante, que protege as células contra os danos causados pelos ataques dos radicais livres. O principal mecanismo protetor se dá através da diminuição na oxidação das moléculas de LDL (o “colesterol ruim”) e do aumento do HDL (o “bom colesterol”), melhorando o perfil de gorduras que circulam no sangue. Além disso, eles demonstram ação anti-inflamatória, o que reduziria os riscos cardiovasculares. Muitos deles foram descritos também como potentes anti-hemorrágicos, antialérgicos e anti-hipertensivos, dentre outras atividades.

O modelo tumoral escolhido, o carcinossarcoma de Walker 256 – que apresenta um comportamento biológico agressivo, sendo localmente invasivo e com alto poder de metástase – é um tumor genérico que se assemelha a alguns tipos de câncer no ser humano. É parecido com aqueles que provocam caquexia nos pacientes em fases avançadas, como o pulmonar, o pancreático e o gastrointestinal, etc. Nos ratos avaliados, como era de se prever, estes tumores também desencadearam caquexia. “Tentei empregar o tratamento terapêutico com os compostos naturais para verificar se eram capazes de inibir o crescimento tumoral ou prevenir a caquexia”, relata a bióloga.

A síndrome da caquexia representa um estado metabólico complexo no organismo do paciente. Ela é geralmente caracterizada pela perda de peso progressiva, que ocorre devido ao uso das reservas de gorduras e também dos músculos do corpo do paciente para o suprimento do tumor. Portanto, esta síndrome está diretamente ligada à baixa qualidade de vida, sendo responsável por uma diminuição significativa no tempo de vida dos pacientes com câncer. No trabalho de Camila e de Hiroshi Aoyama, foi possível abrandar tal caquexia.

Testes

As células tumorais (obtidas com a professora Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes, do Departamento de Anatomia, Biologia Celular e Fisiologia e Biofísica do IB) foram inoculadas na coxa dos ratos para o desenvolvimento de um tumor sólido. O tamanho dos tumores dos animais era medido três vezes por semana. Várias doses dos compostos foram testadas a fim de se encontrar a melhor dose. A sobrevida dos ratos foi igualmente analisada. Aqueles com tumor que receberam o tratamento com os quatro compostos viveram mais tempo que os ratos com tumor que não receberam tratamento nenhum.

Hiroshi adverte que os flavonoides, não obstante a sua ação antioxidante, dependendo de sua concentração, podem atuar também como pró-oxidantes, levando ao aparecimento de radicais livres, espécies reativas de oxigênio que podem causar danos ao organismo. No caso do experimento de Camila, uma certa dose de cada composto mostrou-se benéfica. Mas, aumentando-a, o animal não apresentou melhora nenhuma. “Por isso deve-se ter cuidado para que as pessoas não se adiantem querendo aplicar os nossos conhecimentos, ainda básicos. Ao invés de terem um efeito benéfico, poderão ter prejuízos se os utilizarem em grandes quantidades.”

Segundo a pesquisadora, foram feitos ainda testes para verificar o estado dos órgãos sexuais dos animais, em colaboração com a professora Mary Anne Heidi Dolder, também do Departamento de Anatomia, Biologia Celular e Fisiologia e Biofísica. Averiguou-se particularmente o peso e a morfometria (análises em nível celular) dos seus testículos. O peso dos testículos dos ratos com tumor, sem os tratamentos, foi menor em relação ao dos animais com tumor tratados com os compostos (estes apresentaram peso semelhante aos dos animais controle, sem tumor). Somando-se aos resultados obtidos nas análises de morfometria, concluiu-se que os tratamentos foram eficazes em proteger os órgãos sexuais dos animais.

A bióloga conta que a quercetina é encontrada em grande medida no vinho tinto, cebola, maçã e nos chás verde e preto; a morina em figos, goiabas e amêndoas, e a narigina em frutas cítricas como a laranja e a mexerica. O consumo in natura deve ser inclusive estimulado, acredita Hiroshi Aoyama. “A contribuição futura do estudo concorrerá para que este tratamento sirva como terapêutica contra o câncer em seres humanos”, completa o professor.

Ele salienta que, em suas linhas de pesquisa, desenvolvidas no Laboratório de Enzimologia do IB, estudam-se desde a parte básica relacionada à purificação de enzimas e determinação de seus parâmetros cinéticos in vitro (no tubo de ensaio) até os estudos com compostos naturais, em cultura de células, para verificar se eles têm alguma atividade anticancerígena; e ainda o trabalho de Camila, sobre compostos naturais in vivo. “Sou responsável pela linha de pesquisa da purificação e caracterização de enzimas in vitro e in vivo. Já a parte de cultura de células é feita em colaboração com a professora do IB Carmen Veríssima Ferreira”, comenta Hiroshi Aoyama. Em seu laboratório, os flavonoides já foram testados in vitro e em células normais e cancerígenas e, agora, a grande contribuição é com um experimento in vivo (feito em animais). Tais compostos já existem comercialmente, diz o orientador. É o caso das cápsulas de quercetina. Os testes nesta tese foram feitos apenas com o carcinossarcoma de Walker 256. Portanto, ainda não é prudente fazer extrapolações para outros tipos de câncer, já que, até chegar à cura, há muito por se estudar. “Vai aí pelo menos uma década até gerar uma patente e ganhar as prateleiras dos laboratórios”, constata o orientador da tese. Dar continuidade a esses experimentos é uma das metas do grupo de pesquisa de Hiroshi Aoyama pois, para chegar aos seres humanos, muitas outras análises bioquímicas necessárias.

Fonte: http://biologias.com/noticias/1052/Flavonoides-regridem-tumores

Comentário: Importante estudo sobre o câncer que, se continuar sendo apoiado e tendo investimentos, neste ritmo, poderá trazer a cura para diversos tipos do mesmo, como o pulmonar, o pancreático e o gastrointestinal. Muitas vidas poderão ser salvas se os cientistas obtiverem sucesso em sua pesquisa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Hibridação com Neandertais melhorou resistência imunológica dos “Homo sapiens”

29/08/11

Estudo sugere que devido a cruzamento o homem moderno ficou apto a sobreviver na Europa

Quando saiu de África e rumou até à Europa, o Homo sapiens teve contato com o Homo neanderthalensis. Essa teoria ficou provada quando, há não muito tempo, investigadores do Instituto Max Plank (Alemanha) descobriram que o ser humano moderno europeu e asiático têm entre um e quatro por cento de DNA Neandertal.

Um artigo agora publicado na «Science» vem acrescentar que a genética dos Homo sapiens foi melhorada pelo cruzamento. A equipe de investigação identificou vários genes e regiões do DNA que foram ‘cedidos’ pela aquela espécie ao sistema imunitário que o ser humano ainda possui.

Dirigido por Peter Parham (Universidade de Stanford), o estudo permitiu conhecer os genomas tanto de Neandertais como de hominídeos de Denisova (espécie recentemente descoberta na gruta de Denisova, Sibéria).

Investigações anteriores tinham já sugerido que o cruzamento entre estes três hominídeos que habitavam o planeta há 60 mil anos aconteceu na Eurásia, razão pela qual se identificou 2,5 por cento de DNA Neandertal em todos os humanos não africanos. Também se detectou parte de DNA denisoviano em populações asiáticas, sobretudo na Melanésia, onde a percentagem de DNA ancestral ascende a seis por cento.

O que este estudo traz de novo é a importância da hibridação. As atenções dos investigadores centraram-se no sistema sistema antígeno leucocitário humano (HLA), pois este está submetido à pressão das doenças e entra facilmente em mutação.

A comparação das sequências genómicas mostrou que vários genes do HLA (como o B*51 e o C*07) eram próprios da evolução dos Neandertais e passaram para as populações de sapiens. O mesmo se passava com uma região chamada HLA classe I. As percentagens da presença entre os europeus era de 50 por cento, nos asiáticos de 80 por cento e nas populações da Papua Nova Guiné até 95 por cento. No entanto, não se encontrava entre a população africana.

Foram também encontrados nos asiáticos genes próprios do genoma dos hominídeos de Denisova.

Os autores defendem que a mestiçagem com outras espécies melhorou os humanos modernos para os defender de patogénicos presentes na Europa e na Ásia. Trata-se, afirma, de um “exemplo claro de seleção natural”: aqueles que possuíam os genes protetores, ou seja, os híbridos, ficaram mais aptos para sobreviver.

Artigo: The Shaping of Modern Human Immune Systems by Multiregional Admixture with Archaic Humans

Fonte: http://biologias.com/noticias/1045/Hibridacao-com-Neandertais-melhorou-resistencia-imunologica-dos-Homo-sapiens-

Comentário: Isso só tem a comprovar de que algumas mutações nos ajuadaram a chegar até aqui, e desvendar um pouco de como chegamos até aqui. Também nos ajuda a buscar novos modos de nos tornar mais resistente à patologias existentes nos dias de hoje.

Golfinhos que 'pescam' com conchas surpreendem cientistas

26/08/2011
Os golfinhos sacodem conchas no ar para tirar os peixes que estavam escondidos ali. Foto: BBC Brasil

Um método de pesca com conchas pode estar se espalhando entre a população de golfinhos da Austrália
Foto: BBC Brasil

Pesquisadores acreditam que um método de pesca com conchas pode estar se espalhando entre a população de golfinhos de Shark Bay, no Oeste da Austrália. Os cientistas fotografaram golfinhos-nariz-de-garrafa do Indo-Pacífico (Tursiops aduncus) pegando conchas com o bico e as sacudindo no ar fazendo com que a água saísse de dentro delas, assim como os peixes que estavam escondidos ali.

O pesquisador Simon Allen, da Universidade de Murdoch, diz que o comportamento - raramente visto anteriormente - parece estar se tornando mais frequente na região. E enquanto outras técnicas de pesca usadas por golfinhos são geralmente ensinadas verticalmente, de mãe para filhos, o uso de conchas pode estar sendo passado entre golfinhos do mesmo grupo.

"Se realmente estamos testemunhando a difusão horizontal deste comportamento, eu assumiria que isso acontece quando um golfinho observa atentamente um companheiro golfinho pescando com conchas e aí imita o comportamento", diz Allen. "Há uma fascinante possibilidade de que esse comportamento possa se espalhar diante de nossos olhos, ao longo de algumas pesquisas de campo, e de que possamos registrar essa difusão."

Comportamento raro
Os golfinhos de Shark Bay só haviam sido vistos levando conchas nos bicos cerca de cinco vezes durante 25 anos de pesquisas na região, mas ninguém havia conseguido explicar o comportamento. Entre 2007 e 2009, pesquisadores da Universidade de Murdoch e da Universidade de Zurique observaram que os golfinhos estavam tentando pegar peixes escondidos dentro das conchas.

Durante os quatro meses de pesquisa de campo, em 2011, em Shark Bay, os cientistas conseguiram registrar o comportamento em pelo menos seis diferentes oportunidades. Agora, eles querem descobrir exatamente como os golfinhos usam as conchas. "Ainda não sabemos se os golfinhos simplesmente seguem os peixes até que eles procurem refúgio em uma grande concha ou se os golfinhos chegam a mexer nas conchas anteriormente, talvez as virando com a abertura para cima com o objetivo de torná-las mais 'atraentes' para os peixes como um lugar de esconderijo", diz Allen.

Retirado de:http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5313665-EI8145,00-Golfinhos+que+pescam+com+conchas+surpreendem+cientistas.html

Comentário: É impressionante este novo método que outros seres estão difundido entre si, e que nós humanos podemos presenciar éalgo extremamente raro, ver uma mudança de comportamento dessas em tã pouco tempo.

domingo, 28 de agosto de 2011

Pesquisadores da NASA encontram moléculas formadoras de DNA em meteoritos

Representação artística de um meteorito

15/08/11

Blocos construtores de DNA podem ser feitos no espaço

Pesquisadores da NASA (sigla em inglês que significa Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica) possuem evidências de que blocos formadores de DNA, a molécula que carrega instruções genéticas da vida, encontrados em meteoritos foram provavelmente criados no espaço. Os pesquisadores dão suporte à teoria da Panspermia em que origem da vida foi proveniente do espaço, através de impactos na Terra de meteoritos e cometas que continham estas moléculas.

"As descobertas de componentes do DNA em meteoritos tem ocorridos desde os anos 60, mas os pesquisadores não tinham certeza se eles eram criados no espaço ou se eram provenientes de contaminação terrestre," disse Dr. Michael Callahan do Centro de Vôos Espaciais Goodard Space Flight da NASA. "Pela primeira vez, nós temos três evidência que juntas confirmam que estes blocos formadores de DNA atualmente foram criados no espaço." Callahan é autor de um artigo sobre a descoberta em processo na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

A descoberta acrescenta que a química dentro dos asteroides e cometas é capaz de produzir blocos formadores de moléculas biológicas essenciais. Por exemplo, anteriormente, estes cientistas do Laboratório Analítico de Astrobiologia Goddard encontraram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2, da missão Stardust da NASA, e em vários meteoritos ricos em carbonos. Aminoácidos são usados para fazer proteínas, moléculas estruturais da vida, usadas em tudo, desde estruturas como cabelo a enzimas, que catalisa, acelerando ou regulando as reações químicas.

No novo trabalho, o grupo de Goddard coletaram amostras de 12 meteoritos ricos em carbonos, nove foram recolhidos da Antárctica. Eles extraíram cada amostra com uma solução de ácido fórmico e correram em cromatografia de liquido, um instrumento que separa uma mistura de compostos. Posteriormente, eles analisaram as amostras com um espectrômetro de massa, que ajuda a determinar a estrutura química de um composto.

O grupo encontrou adenina e guanina, que são componentes de DNA chamados de nucleobases, assim como a hipoxantina e xantina. O DNA se assemelha a uma escada em espiral. As adeninas e guaninas conectam com duas outras nucleobases para formar os degraus da escada. Eles fazem partes do código que diz para a maquinaria celular que proteína deve ser feita. Hipoxantina e xantina não são encontradas no DNA, mas são usadas em outros processos biológicos. Em outros meteoritos também forma encontras moléculas relacionadas com as nucleobases, mas nunca usadas na biologia.

Este material é a primeira evidencia de que os componentes no meteoritos vieram do espaço e não de contaminação terrestre. "Você não esperaria ver estas nucleobases análogas se a contaminação terrestre fosse a fonte, por que eles não são usadas na biologia," disse Callahan. "No entanto, se asteroides agem como se fosse “fábricas químicas”, manipulando material pré-biótico, você esperaria que eles produzissem muitas variantes de nucleobases, não somente as bases biológicas, devido a ampla variedade de ingredientes e condições de cada asteroide."

A segunda evidência envolve pesquisas para descartar a possibilidade de contaminação terrestre como fonte destas moléculas. O grupo analisou amostras de gelo da Antárctica, onde a maioria dos estudos com meteoritos é feita, com os mesmo métodos utilizados com meteoritos. A quantidade das duas nucleobases, mais hipoxantina e xantina, encontradas no gelo foram menores que nos meteoritos. Um dos meteoritos com nucleobases análogas caíram na Austrália e o grupo também analisou amostras de solo coletadas no sitio próximo. Assim como no gelo, as amostras de solos não tinha nucleobases análogas como presentes no meteorito

Na terceira evidência, o grupo encontrou que estas nucleobases – ambas biológicas e não-biológicas – foram produzidas em um reação completamente não biológica. “No laboratório, uma suíte de nucleobases e nucleobases análogas foram geradas com reações químicas não biológicas contendo hidrogênio, amônio e água. Isto prova que é o mecanismo plausível para a síntese no corpo original dos asteroides, e suporta a noção de que eles são extra-terrestre." diz Callahan. "De fato, parece ser uma classe de meteorito ' ranúnculo', os tão chamados meteoritos CM2, onde condições são certas para gerarem estas moléculas,” adiciona Callahan.

Fonte:http://biologias.com/noticias/1023/Pesquisadores-da-NASA-encontram-moleculas-formadoras-de-DNA-em-meteoritos
Comentário: Desvendar os mistérios de nossa origem com um material em abundância em nosso planeta, dando-nos mais certeza, ou dúvida, sobre como a vida na Terra acabou "surgindo".